2006-07-25
Estamos a falar do maior problema dos portugueses: a má educação. A julgar pelos mails que tenho recebido, sempre mal criados e cheios de erros ortográficos, este país está cada vez pior. Caros senhores que passarem por este blog. Antes de tecerem considerações javardas lembrem-se que a boa educação fica bem a toda a gente, repito, A TODA A GENTE.
2006-07-24
os gatinhos são nossos amigos

Adoro gatos. Pela companhia que fazem. Pelos bons momentos que proporcionam. E porque caçam ratos. Não gosto de ratos. Metem-me nojo, credo! Quando era pequena, tinha muitos gatos. Quanto mais gatos tinha mais gatos fugiam de casa e mais gatos me apareciam outra vez. Ontem falei com uma prima minha, já de provecta idade e ela disse-me que eu era muito marota com eles. Passava o tempo todo a brincar com eles, a atar-lhes as patas e a dar-lhes chuveiradas nos focinhos. Adorava pôr-lhes fita cola no lombo para os ver a andar como se carregassem os pecados do mundo às costas. E gostava muito de os preparar para grandes correrias. Quando chegava o carnaval ou os santos populares, atava-lhes um fio no rabo com bombinhas de S.João para que eles corressem muito, era tão giro. Alguns corriam tanto que nunca mais me viam, coitadinhos. E eu ficava muito triste, pois na minha ingenuidade de criança de desasseis aninhos, achava que se me fugiam alguém lhes poderia fazer mal. Podiam ser apanhados por algum chinês e virarem "chop-suei" de qualquer coisa. Agora não tenho gatos mas gostava de ter. Prefiro cães. Os gatos largam muito pêlo e quando estão com o cio são muito chatos. Só com uma pedrada no focinho é que se calam.
saudades do homem amado
A saudade é a coisa que mais dói às pessoas: mesmo mais que o amor não encontrado. Esperar o seu amor que vem de barco e ter à bela perna a mãe omnipresente costuma ser outra tarefa desgostosa. Não há amor que resista a uma ausência nem conjunção de carnes que subsista a duas mulheres. Há quem chame a isto menagem. Outros chamam-lhe duas em uma mas esses são os mal intencionados, os maldosos, os sacanas dos invejosos.
mitos vivos

De há já uns anos a esta parte, o culto do desgraçadinho tem conhecido um crescendo cada vez maior. Há por aí uns sujeitos à solta, armados em senhores da fotografia que são os culpados deste boom de imagens repletas de crostas e pus, de piolhos e chagas e de insuficiencias e maleitas alheias e que a troco de nada - mas sempre com o propósito de apontar o dedo às consciências de todos - vão mostrando aqui e ali estes nojos da sociedade. Toda a gente conhece o "emplastro". Cada cidade tem o seu. Desconheço as razões que estão por detrás destas manifestações de exposição pública. Repreendo toda e qualquer situação que evolua no sentido da mostra de carne gratuita e muito sinceramente, como senhora da sociedade em que vivo, repugna-me terminantemente estas situações de aproveitamento social. Fotografem florzinhas. Há tanta paisagem bonita por aí. E gatinhos tão lindos. Mas deixem a dignidade destes seres em paz. Por favor.
2006-07-23
baptismo de cultura
Metem nojo aquelas pessoas armadas em cultas sempre a presumir em superiores dizendo ter lido isto e aquilo, que gostam de música clássica e coisas do género, pensando assim ser mais espertos que os outros. Tal gente fede: são mal arranjados, despenteados, de roupas desmazeladas, feias, amarrotadas, óculos do século passado e cabelos polvilhados a caspa. As mulheres têm cara de encalhadas, os homens de homossexuais envergonhados, e arrastam-se em grupelhos pelos concertos e exposições de arte com ares inteligentes de pacote em conversas mais desenxabidas que comida vegetariana. Quem lhes espetasse com um pano encharcado nas ventas…
2006-07-20
santidades

Apraz realçar neste parágrafo o culto da santidade. A massa sedenta de simbologias e práticas religiosas, remete o seu comportamento para os eflúvios da multiplicação de penitencias com o objecto final de se aproximar da presença divina e salvaguardar o seu assento na caterese da eternidade, caminhando muitas vezes para tristes consequências comportamentais que a identifiquem com o símbolo em questão. Só assim se compreende a simbiose entre o crente e o seu símbolo orientador, bem como as suas representações alegóricas terrenas.
2006-07-18
2006-07-17
2006-07-16
o voyeur
Era uma vez um homem que estava à janela e como não tinha nada paa fazer pos-se a fazer fotografias das gajas que passavam. Quando a mulher chegou a casa e viu o que ele estava a fazer decidiu fazer o mesmo: comprou uma máquina digital e fotografava todos os gajos que passavam. Mas como os gajos que passavam achavam aquilo muito estranho passaram também eles a trazer as suas máquina fotográfica para fotografar o casal fotografador. Só as gajas que eram fotografadas não fotografavam porque não sabiam como fotografar. Daqui que se pode concluir que gaja fotógrafa é coisa que não há e assim acaba esta lição de vida.
2006-07-11
sobre a fome no mundo

Está um calor danado lá fora. Falar de fome, faz emergir imagens de África, que é um sítio onde há fome, animais selvagens, desertos e fome. E pretos. Muitos pretos. Pretos de todas as raças. Como os animais. Há lá mais animais do que nos Jardins Zoológicos. Esses animais, têm uma resistência à falta de comida muito grande. Quando comem, fazem-no como se o mundo acabasse amanhã e se lhes acabasse a caça. Fazem como os pretos. Comem como uns javardos como se não houvesse amanhã e são preguiçosos para ir às compras ou ir à caça. Por isso mandam as mulheres. Estas, ou são comidas pelos animais durante o percurso, ou são comidas por outros pretos, ou então perdem-se a fazer compras de coisas que não lhes interessa para nada nem dão para matar a fome. Por isso há fome em África. E lá também faz mais calor do que cá.
2006-07-07
2006-07-06
maldita bola
É deprimente verificar que a nossa sociedade se degrada a olhos vistos, os valores perdem-se a cada canto e esquina e o respeito pelas instituições já não é o mesmo de outrora. Em tempos idos, o séquito procissional incutia nas pessoas um recolhimento tal, que até as moscas pareciam compreender. Hoje já não é assim, e é comum admirarmos actividades paralelas a situações cujo decoro se impunha. Escuteiros a jogar à bola durante uma celebração religiosa... Este mundo está perdido. Cambada de hereges.
2006-07-04
2006-07-03
imagina-se a comer disto?

Numa altura em que todos procuramos nos hipermercados marcas de qualidade, sêlos da CEE e mais não sei quantos "quid pro quo"'s descritos nos ingredientes das embalagens, e onde tudo flutua em volta de preceitos de qualidade e arte de bem fazer as coisas, vejo-me intrigada com a realidade nua e crua de que alguns métodos artesanais ainda tentam vingar para nos invadirem as dispensas de produtos de cariz duvidoso.
Isto parece tratar-se de uma salina. Não me quero imaginar a deglutir ou condimentar os alimentos que confecciono lá em casa, para mim e para os meus, pois a imagem faz-me sentir um asco tremendo. Os senhores do governo deveriam estar atentos aos métodos de produção destes bens ditos nacionais e puros. Não é nas lamas e com os pés descalços que este país vai para a frente.
2006-07-02
história da mulher e seus cães
Nada me tira mais do sério do que, depois das novenas, haver sempre algum pedinte à porta dos templos. Como que se aproveitam do facto de sairmos mais purgados depois das homilías para que o acto de estender a mão se torne num gesto de comiseração omnipresente. Cambada de inúteis. Nem à missa vão! Dinheiro nestes dias, só para as oferendas! Só dou cá fora se me passarem recibo.
Esta mulher estava ocupando o lugar de um desses hereges sem escrúpulos que se aproveitam da bonomia alheia para transformar um local sagrado num mini-circo. De mão estendida, sem dizer nada. Um dos cães cantava. O outro jogava à bola e o outro não fazia nada. Depois da mulher receber alguns trocos e depois dos fieis abandonarem o recinto, este terceiro, reunia o soldo numa caixa e dava ordem de partida para a próxima igreja mais perto dali.
A pantomina continuará dentro de momentos...
Esta mulher estava ocupando o lugar de um desses hereges sem escrúpulos que se aproveitam da bonomia alheia para transformar um local sagrado num mini-circo. De mão estendida, sem dizer nada. Um dos cães cantava. O outro jogava à bola e o outro não fazia nada. Depois da mulher receber alguns trocos e depois dos fieis abandonarem o recinto, este terceiro, reunia o soldo numa caixa e dava ordem de partida para a próxima igreja mais perto dali.
A pantomina continuará dentro de momentos...